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Atlético traça estratégia para lidar com dívida de R$ 900 milhões

A bandeira do Atlético na Cidade do Galo é um símbolo da luta do clube contra o endividamento. Desde sua transformação em Sociedade Anônima de Futebol (SAF) em novembro de 2023, o Atlético ainda não se desvinculou completamente da dívida onerosa, que atualmente ultrapassa R$ 900 milhões. Esses débitos impactam diretamente a saúde financeira do clube, resultando em juros mensais elevados.

Em uma entrevista recente ao Sports Market Makers, o CEO Bruno Muzzi afirmou que a diretoria já possui um plano delineado para mitigar estas pendências financeiras.

O clube deve divulgar seu balanço financeiro referente ao ano de 2024 ainda neste mês de abril. Em uma apresentação anterior, Muzzi indicou que a receita total alcançou R$ 657 milhões, um número recorde na história do Atlético. Entretanto, esse montante não é suficiente para uma redução significativa da dívida, especialmente com a taxa Selic em 14,25% ao ano, que influencia as despesas financeiras.

Bruno Muzzi ressaltou a dificuldade de eliminar essa dívida de maneira orgânica apenas com a geração de caixa e vendas de atletas. Ele mencionou a necessidade de uma reestruturação da dívida e de novos aportes financeiros, indicando a possibilidade de um investidor externo ao clube.

A dívida onerosa do Atlético

A dívida está segmentada em R$ 507 milhões com instituições bancárias e R$ 410 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), relacionados a obras da Arena MRV.

Para enfrentar esses débitos, a SAF do Atlético está buscando um novo aporte financeiro. Muzzi afirmou sua intenção de fazer este aporte assim que possível, ressaltando que a agilidade na atração de um novo investidor é crucial para alcançar um estado mais saudável e sustentável.

“Nosso objetivo é assim: o quanto antes fazer esse aporte de capital, novo investidor, para reduzir esse equity. Isso é o nosso objetivo principal.” — Bruno Muzzi

Composição da SAF do Atlético

A SAF do Atlético possui a seguinte estrutura acionária: 75% pertencem à Galo Holding e 25% à associação. No momento da transformação, toda a dívida foi transferida para os investidores, que fizeram um aporte imediato de R$ 913 milhões, com parte destinada ao abatimento de dívidas anteriores.

A Galo Holding é composta de diversas entidades, incluindo a 2R Holding, FIP Galo Forte, e outros investidores.

Confira a matéria completa em: maisvip.com.br

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