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Audiência Pública discute internação “Compulsória” de dependentes químicos em Ipatinga

Audiência Pública discute internação “Compulsória” de dependentes químicos em Ipatinga

Foto ilustrativa

IPATINGA – A luta diária de inúmeras famílias que convivem com o drama da dependência química ganhará voz na sociedade. No próximo dia 08 de abril (segunda-feira), às 18h30, será realizada uma audiência pública no Plenário da Câmara Municipal de Ipatinga para debater a internação compulsória como alternativa para resgatar vidas e restaurar lares destruídos pelas drogas. A internação compulsória é uma medida judicial que determina o internamento de uma pessoa contra a sua vontade. É indicada quando a pessoa coloca em risco a sua própria vida ou a de terceiros. 

A audiência pública foi solicitada pelo vereador Matheus Braga, autor do requerimento, e reunirá especialistas, representantes da área da saúde, segurança pública e assistência social, além de familiares de dependentes químicos que compartilharão seus relatos.

A dependência química é uma doença que impacta não apenas o usuário, mas todos ao seu redor. Muitas mães, pais e irmãos vivem em um ciclo de desespero ao verem seus entes queridos se perderem nas ruas, em situação de extrema vulnerabilidade, sem forças para buscar ajuda. A internação involuntária, prevista em lei, pode ser uma alternativa para aqueles que já não têm discernimento para buscar o próprio tratamento.

“Recebo diariamente relatos de famílias que não sabem mais o que fazer. O sofrimento é dilacerante. Precisamos debater soluções efetivas para que essas pessoas tenham uma chance real de recuperação”, afirma Matheus Braga.

O drama das famílias é real e doloroso. O depoimento de uma mãe, que prefere não se identificar, ilustra essa dura realidade:

“Meu filho sempre foi um menino bom, mas as drogas o levaram para um caminho sem volta. Já tentamos de tudo: internação voluntária, tratamento em casa, apoio psicológico… Nada adiantou. Hoje ele está nas ruas, sem consciência do próprio estado, e eu vivo com medo de receber a pior notícia. A internação involuntária é a única esperança que me resta para salvá-lo antes que seja tarde demais.”

A audiência tem como objetivo construir um caminho que concilie amparo às famílias, respeito aos direitos humanos e efetividade no tratamento para reabilitação dos dependentes químicos. A participação da sociedade é essencial nesse debate. Todos estão convidados a comparecer e contribuir para essa discussão fundamental para o futuro de Ipatinga.

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Confira a matéria completa em: www.jornalbairrosnet.com.br

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