A Caixa Econômica Federal reafirmou que a liberação dos valores retidos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), prevista para iniciar em 6 de março, não irá impactar o setor imobiliário.
Os trabalhadores demitidos que não conseguiram sacar os valores devido à regra do saque-aniversário poderão acessar os recursos. Nesse modelo, é permitido sacar somente uma parte do saldo.
Embora alguns no setor de construção tenham expressado preocupação, Carlos Vieira, presidente da Caixa, afirmou que os recursos do FGTS são mantidos em planos de financiamento que não integram a concessão de crédito para a casa própria. “Esses recursos já estão destinados a outras finalidades nas decisões do conselho de curadores do FGTS”, disse.
Em 2024, a Caixa previu um total de R$ 20 bilhões em contratos de empréstimos imobiliários que aguardam aprovação. O vice-presidente de finanças, Marcos Brasiliano, destacou que “a expectativa é que o funding via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) não desacelere, buscando alternativas para diversificar o financiamento”.
A carteira de crédito imobiliário da Caixa cresceu 20,6% em 2024, totalizando R$ 223,6 bilhões, com 67,2% desse mercado sob gestão da instituição. Apesar de uma recente elevação nas taxas de juros, que passou de 8,99% para 10,99% ao ano em linhas que não pertencem ao programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa afirmou que não há previsão de novo aumento este ano.
Os dados financeiros da Caixa, incluindo lucro líquido de R$ 14 bilhões e 153,7 milhões de clientes, serão comunicados após o Carnaval.
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