O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nessa quarta-feira (2/4) uma ofensiva comercial generalizada, com tarifas maciças contra a China, União Europeia e vários países da América Latina, entre eles o Brasil.
Essa é, segundo ele, uma “declaração de independência econômica”, para impulsionar uma “era de ouro” nos Estados Unidos. Confira abaixo as reações mundiais ao anúncio:
Brasil
O Congresso aprovou por unanimidade um projeto que dá ao Executivo ferramentas para responder às barreiras comerciais de Trump. A Lei da Reciprocidade Econômica foi aprovada nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado no dia anterior.
China
O Ministério do Comércio pediu a Washington que “cancele imediatamente” as novas medidas, que, afirma, “colocam em perigo o desenvolvimento econômico mundial”. Também anunciou que adotará “contramedidas para preservar seus direitos e interesses”. Um porta-voz diplomático criticou “o protecionismo e o assédio” dos Estados Unidos e pediu uma solução das divergências econômicas e comerciais “por meio de consultas justas, respeitosas e recíprocas”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou no X que as novas taxas americanas podem ser “um grande erro”. Seu país sofrerá um aumento tarifário de 10%.
Canadá
“Vamos combater essas tarifas com contramedidas”, alertou o premier Mark Carney, para quem as taxas americanas “vão mudar fundamentalmente o sistema de comércio mundial” e afetar “diretamente milhões de canadenses”.
União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as tarifas constituem um “duro golpe à economia mundial”. Também declarou que o bloco está “preparado para responder”, embora tenha assegurado que “não é tarde demais” para abrir negociações com Washington.
O chefe de Governo, Olaf Scholz, considerou que as decisões de Trump são “fundamentalmente erradas” e “constituem um ataque contra uma ordem comercial que criou prosperidade em todo o mundo”. Assim como outros líderes europeus, ele afirmou que o bloco responderá “de maneira unida, forte e apropriada”.
França
O primeiro-ministro François Bayrou afirmou que as medidas de Trump são “uma catástrofe” tanto para a Europa como para os Estados Unidos.
Reino Unido
Apesar das tarifas de 10% para o país, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse a empresários do país que as medidas terão “um impacto econômico, tanto a nível nacional como mundial”.
“A introdução, por parte dos Estados Unidos, de tarifas contra a UE é uma medida que considero ruim e que não convém a nenhuma partes”, reagiu a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. “Farei todo o possível para trabalhar por um acordo com os Estados Unidos, buscando evitar uma guerra comercial que, inevitavelmente, enfraquecerá o Ocidente em benefício de outros atores globais”.
Espanha
O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, considerou as medidas “injustas e injustificáveis”. Ele defendeu uma “solução negociada com os Estados Unidos”, mas destacou que a UE terá que responder se um acordo não for alcançado.
Japão
“Transmiti que as medidas tarifárias unilaterais adotadas pelos Estados Unidos são extremamente lamentáveis e pedi, novamente, (a Washington) para não aplicá-las ao Japão”, declarou o ministro japonês do Comércio, Yoji Muto.
O governo taiwanês “considerou que a decisão (americana) é muito pouco razoável e lamenta profundamente, e iniciará negociações sérias com os Estados Unidos”, disse a porta-voz do gabinete, Michelle Lee, ao comentar as tarifas de 32% sobre as exportações da ilha. A tarifa não inclui os semicondutores, um dos principais produtos exportados por Taiwan.
Austrália
“Essas tarifas não são inesperadas, mas, deixem-me ser claro: elas são totalmente injustificadas”, afirmou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese. “Não são ato de um amigo.”
Tailândia
A primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra afirmou que seu governo tem um “plano forte” para responder às tarifas de 36% impostas por Trump às exportações de seu país.
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