O dólar apresenta uma valorização frente ao real na manhã desta quinta-feira, 27, impulsionado por dados econômicos locais e novas tarifas estipuladas pelos EUA. Contudo, a queda da divisa americana no exterior modera os ajustes no mercado. Além disso, a rolagem de contratos cambiais futuros, com a aproximação do fim do mês na próxima segunda-feira, é um fator a ser monitorado, pois pode gerar volatilidade nas operações cambiais.
Recentemente, os Estados Unidos reportaram a terceira e última leitura do PIB do 4º trimestre, que cresceu a um ritmo anualizado de 2,4%, alinhando-se às expectativas do mercado. O mercado está atento às políticas tarifárias do governo Trump, que incluem uma nova sobretaxa de 25% sobre carros importados a partir da próxima semana. Este movimento, embora sem impacto significativo para montadoras brasileiras que não exportam veículos, deve afetar a economia nacional com uma eventual diminuição nas exportações de peças automotivas, segundo a Anfavea. Ademais, o mercado aguarda tarifas recíprocas que, de acordo com o presidente Trump, serão menores que as impostas a seus parceiros comerciais.
No cenário interno, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou uma desaceleração, alcançando 0,64% em março, após uma alta de 1,23% em fevereiro. Este resultado ficou abaixo do esperado pela pesquisa Projeções Broadcast, que previa uma alta de 0,68%. No acumulado do ano, o índice apresenta um aumento de 1,99% e, nos últimos 12 meses, de 5,26%, levemente abaixo da projeção de 5,30%.
Segundo a Terra Investimentos, a difusão do IPCA-15 atingiu 61% em março, em queda em relação aos 65,1% em fevereiro, o que reflete a porcentagem de subitens do indicador que apresentaram aumento de preços no período analisado.
O Banco Central (BC) atualizou sua previsão de inflação em seu Relatório de Política Monetária (RPM), sinalizando que não haverá convergência do IPCA para o centro da meta de 3% até pelo menos o terceiro trimestre de 2027. Essa orientação indica que a taxa Selic deve continuar elevada por um período prolongado, o que pode favorecer o carry trade e, ao mesmo tempo, limitar a valorização da moeda americana em relação ao real.
Para o mercado, ainda são aguardadas as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do diretor de política econômica Diogo Guillen, durante a coletiva de imprensa sobre o RPM, marcada para as 11h, que deverão influenciar as expectativas sobre o ciclo de alta da Selic.
Cabe destacar que o Governo Central encerrou fevereiro com um débito primário de R$ 31,673 bilhões, enquanto no acumulado do primeiro bimestre do ano, registrou um superávit de R$ 53,184 bilhões.
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