(foto: Pedro Souza/Atltico)
Mesmo operando como Sociedade Annima de Futebol (SAF) desde novembro de 2023, o Atltico ainda segue convivendo com o peso da dvida onerosa, avaliada em pouco mais de R$ 900 milhes. Estes dbitos, especificamente, geram juros mensais e “sangram” a sade financeira do clube-empresa. Em entrevista ao Sports Market Makers, disponibilizada nesta quarta-feira (2/4), Bruno Muzzi, CEO do Galo, afirmou que a diretoria alvinegra j tem caminho definido para reduzir estas pendncias.
O Atltico ainda deve divulgar, neste ms de abril, o balano financeiro da SAF referente ao ano de 2024. Em apresentao imprensa em janeiro, de toda forma, Muzzi revelou que o clube teve receita total de R$ 657 milhes – nmero recorde na histria do Galo.
O montante, no entanto, ainda que ampliado anualmente, no ser suficiente para diminuir de forma significativa a dvida onerosa do Atltico. Isso porque, alm do peso dos juros em virtude do atual patamar da principal taxa de juros do Brasil (Selic em 14,25% ao ano), o Galo teve aproximadamente R$ 494 milhes em custos e despesas no ano passado.
“A gente reduzir o endividamento organicamente, com a gerao de caixa da operao e da venda de atletas, em um curto prazo, muito difcil. A gente precisa de fato de ter uma melhor estrutura mais alongada (de dvida), mas precisamos de equity (participao societria, em portugus) para poder pagar esse endividamento para que a gente tenha uma estrutura de capital adequada. At que consigamos reverter a linha de compra e venda de atletas, em 2026, 2027, 2028, o suficiente para poder pagar a despesa financeira ainda leva tempo”, analisou Bruno Muzzi.
O caminho do Atltico para atacar a dvida onerosa
A dvida onerosa, que gera juros mensais ao Atltico, est dividida da seguinte forma: R$ 507 milhes com instituies bancrias e outros R$ 410 milhes relativos aos Certificados de Recebveis Imobilirios (CRIs) da antecipao de recursos para as obras da Arena MRV.
Para atacar estes dbitos de forma agressiva, a SAF do Galo trabalha com a ideia de receber um novo aporte financeiro. Bruno Muzzi indicou, inclusive, a possibilidade de que esse novo dinheiro seja aplicado por um investidor que ainda no compe o clube-empresa alvinegro.
“Nosso objetivo assim: o quanto antes fazer esse aporte de capital, novo investidor, para reduzir esse equity. Isso o nosso objetivo principal. Precisamos resolver isso para que de fato nos tornemos um clube saudvel, sustentvel. Estamos no caminho, mas no chegamos l ainda.”
Bruno Muzzi, CEO do Atltico

A SAF do Atltico
A SAF do Atltico tem a composio acionria dividida da seguinte maneira: 75% para a Galo Holding, grupo de empresrios, e 25% para a associao. No momento da transformao em clube-empresa, o Galo transferiu toda a dvida aos investidores e recebeu aporte imediato de R$ 913 milhes – sendo R$ 313 milhes em abatimento de dvidas pendentes com as famlias Menin e Guimares.
A Galo Holding, por sua vez, tem estrutura societria dividida da seguinte forma: 55,74% para a 2R Holding (de Rubens e Rafael Menin), 26,88% para o FIP Galo Forte (chefiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro), 8,96% para o FIP FIGA (torcedores de alto poder aquisitivo) e 8,43% para Ricardo Guimares.
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