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Quanto custa um grande evento de jiu-jitsu? O desafio de viabilizar superlutas no Brasil < No Ataque

Cinturo do BJJ Storm, evento de jiu-jitsu de Minas Gerais (foto: Reproduo/Instagram)

Realizar um evento de jiu-jitsu de alto nvel no Brasil no para qualquer um. O custo de produo, a busca por patrocnios e a necessidade de entregar um espetculo altura do pblico e dos atletas so desafios enfrentados pelos organizadores. Entre eles, o mineiro Cludio Caloquinha, idealizador do BJJ Storm, que conhece bem essa realidade.

Com experincia tanto em campeonatos abertos quanto em eventos de lutas casadas, ele compartilhou reportagem de No Ataque os bastidores financeiros da organizao de superlutas e explicou por que viabilizar esse modelo no Brasil ainda um grande desafio – especialmente em Minas Gerais.

BJJ Storm Contest

Alm das tradicionais edies do BJJ Storm com centenas de participantes entre crianas, jovens e adultos, que disputam posies em um ranking valendo no final da temporada uma passagem para o Mundial da IBJJF, Caloquinha tambm investe no formato de superlutas. Essa modalidade de evento coloca frente a frente grandes nomes do jiu-jitsu em disputas por cinturo seja com kimono (Gi) ou sem (No-GI).

Batizado de BJJ Storm Contest, esse modelo segue a linha do j consagrado BJJ Stars, que tem contrato com atletas como o jovem Mica Galvo – considerado por muitos o melhor atleta de jiu-jitsu do mundo na atualidade.

Segundo Caloquinha, o custo de um evento desse porte extremamente alto e, sem patrocinadores, torna-se praticamente invivel.

“O Contest um evento muito caro, sem apoio acaba ficando um pouco invivel. Um evento de lutas casadas como o BJJ Stars, por exemplo, gira na casa de R$ 1 milho. Mas ele comeou de baixo, foi crescendo, at se consolidar”, explica Caloquinha, que citou a trajetria de Fernando Lopes, o Fepa, idealizador do BJJ Stars e referncia na organizao de eventos de jiu-jitsu.

Fepa iniciou o trabalho com eventos de jiu-jitsu no comeo dos anos 2000, organizando desafios entre faixas-pretas. Agora, com mais de duas dcadas de experincia, o BJJ Stars se tornou um evento consolidado, com transmisso internacional pelo servio de streaming FloGrappling e grandes patrocinadores.

“O Fepa a maior referncia na organizao de eventos no mundo para mim. Porque ele pioneiro. No incio dos anos 2000, ele comeou a fazer desafios de faixas-pretas, onde lutavam Vitor Shaolin, Marcio Feitosa, Fernando Margarida, Nino… Os clssicos dos faixas-pretas, hoje em dia tem muitos, naquela poca no eram tantos. Eram os grandes dolos mesmo. Mais de 20 anos e hoje ele [Fepa] est com um evento consolidado, fechou com grandes patrocnios, fechou com a FloGrappling agora, mas antes ele vendia o pay-per-view dele para mais de 70 pases. Merecedor total. Um cara que trabalha h muito tempo com isso, tive o prazer de lutar o BJJ Stars tambm e ver ali a organizao, aprender com ele”, destacou.

Cludio Caloquinha, presidente do BJJ Storm

Viabilizando um show para o mundo

Enquanto o BJJ Stars j conta com parcerias de peso e transmisso para dezenas de pases, Caloquinha ainda busca estruturar o BJJ Storm Contest para alcanar um nvel semelhante. “Eu penso um pouco mais baixo, mas creio que com R$ 400 mil a R$ 500 mil consigo fazer um grande evento que o mundo inteiro vai querer assistir”, revela.

O desafio, segundo ele, est no apoio financeiro. “No que seja impossvel fazer um evento desses em Minas, mas o dinheiro gira de uma forma diferente em lugares como So Paulo e Rio de Janeiro. Em So Paulo, por exemplo, os empresrios investem muito mais no esporte. Aqui, precisamos provar mais, mostrar resultados e convencer os patrocinadores a apostarem no jiu-jitsu”, pontua.

Apesar das dificuldades, Caloquinha acredita que o caminho para a consolidao do BJJ Storm Contest passa por um planejamento slido e pela entrega de um evento impecvel.

“Meu sonho muito maior do que onde estamos hoje. No quero contar ainda, mas j tenho um planejamento para os prximos dois anos, depende muito de patrocnio. Conheo muitos empresrios, donos de grandes empresas, ento penso em mostrar para eles, mais para o fim do ano, esse planejamento. Mostrar onde queremos chegar e fazer desse evento tradicional um local onde os grandes atletas vo querer fazer parte”, finalizou.

Confira a matéria completa em: noataque.com.br

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